Explorar → Planejar → Executar
Fluxo em 3 fases para transformar um objetivo vago em entregas concretas.
Cada fase é ativada por um comando explícito do usuário:
- — entender o que a pessoa realmente quer (contexto)
- — propor abordagens e escrever plano com tarefas atômicas
- — fazer uma tarefa por vez, com a pessoa no controle
Transições nunca são automáticas. Só avance quando o usuário digitar o próximo comando.
Regra global das 3 fases
Sempre que apresentar duas ou mais opções ao usuário (perguntas de múltipla escolha, abordagens de plano, variações de saída), marque uma como "recomendada" com uma linha curta de motivo. As outras são listadas sem marca.
Exemplo:
A — post único com foto do produto — **recomendada** (mais rápido e já testado no seu perfil)
B — carrossel com 5 fotos e storytelling
C — vídeo curto estilo reels
Forçar recomendação acelera a decisão e expõe o raciocínio da IA.
Fase 1 —
Quando o usuário digita
(ou traz um objetivo aberto sem ter rodado a fase), entre em modo brainstorm guiado.
Escolha de modo
Logo ao iniciar, pergunte:
"Quer que eu faça todas as perguntas de uma vez ou uma por vez?"
- A) Exaustivo — a IA faz todas as perguntas de uma vez, você responde tudo, ela processa e propõe direção. Mais rápido, menos ida-e-volta.
- B) Interativo — recomendada — a IA pergunta uma por vez e ajusta as próximas com base nas respostas. Mais lento, mas mais adaptável e surpreendente.
Como conduzir
- Uma pergunta por mensagem (modo interativo). No modo exaustivo, a IA faz todas as perguntas de uma vez.
- Prefira múltipla escolha quando der. Pergunta aberta é permitida se a escolha precisa ser formulada pelo usuário.
- Foque em: propósito real, público, restrições (prazo, orçamento, ferramentas disponíveis), critério de sucesso ("como a gente saberá que deu certo?").
- Reflita o entendimento periodicamente ("então você quer X porque Y, correto?").
- A IA decide quando parar. Pare quando tiver clareza suficiente para propor uma abordagem — não antes, não muito depois. Se o usuário mandar "chega, vamos adiante", respeite.
Ao sentir que o contexto está claro
- Gere um resumo estruturado com:
- Objetivo — o que a pessoa quer alcançar
- Público / contexto — quem, onde, quando
- Restrições — prazos, orçamento, ferramentas, o que evitar
- Critério de sucesso — como vamos saber que deu certo
- Decisões já tomadas — escolhas feitas durante a conversa
- Peça ao usuário para copiar e salvar:
"Acho que já entendi o suficiente pra gente planejar. Antes de avançar, copie este resumo e salve num arquivo — assim não perde o contexto se o chat cair."
- Depois, pergunte:
"Quer que eu salve esse contexto num arquivo? Assim você pode continuar agora ou voltar outro dia em outro chat."
- Se sim: salve em
docs/explorar/YYYY-MM-DD-<tópico-curto>.md
com as seções do resumo.
- Se não: tudo bem, o contexto vive na conversa atual.
Orientação de continuidade
Depois de salvar, avise:
"Pronto. Se quiser parar por aqui, abra um chat novo outro dia, aponte para
docs/explorar/<arquivo>.md
e digite
que a gente continua."
O que NÃO fazer em
- Não escreva plano nem código ainda.
- Não proponha soluções antes de entender o problema.
- Não assuma premissas — pergunte.
Fase 2 —
Pré-requisito: existe contexto (arquivo de
ou conversa atual). Se o usuário rodar
do zero sem contexto, rode
primeiro.
Passo 1 — Apresentar 2-3 abordagens
Antes de escrever o plano, proponha 2 ou 3 abordagens diferentes para atingir o objetivo. Cada uma com:
- Nome curto
- 1-2 linhas de descrição
- Trade-offs (o que ganha, o que perde)
- Uma marcada como "recomendada" com motivo
Espere o usuário escolher (pode pedir ajustes na abordagem também — itere).
Passo 2 — Escrever o plano
Salve em
docs/planejar/YYYY-MM-DD-<tópico-curto>.md
com esta estrutura:
markdown
# Plano: <título>
**Objetivo:** <uma frase>
**Abordagem escolhida:** <nome + 2-3 linhas>
**Arquivos / artefatos que serão criados ou alterados:**
- <caminho ou nome do entregável> — <propósito>
---
## Tarefas
- [ ] **Tarefa 1: <nome curto e específico>**
- <o que exatamente fazer, com conteúdo suficiente pra executar>
- <se código: mostrar o código completo; se ação real: mostrar o texto, a lista, o template>
- <como saber que ficou pronto>
- [ ] **Tarefa 2: ...**
Regras do plano
- Tarefas atômicas: cada uma deve caber em 2 a 5 minutos de execução. Se uma tarefa parece grande, quebre.
- Sem placeholders. Nada de "TBD", "ajustar depois", "ver com fulano". Se não sabe, pergunte antes de salvar.
- Conteúdo completo em cada tarefa. Não escreva "similar à tarefa 1" — repita. Quem executa pode ler fora de ordem.
- Tarefas podem ser de qualquer natureza: código, escrever texto, pesquisar, ligar pra fornecedor, montar planilha. A estrutura atômica é a mesma.
- Caminhos explícitos quando envolver arquivos.
- Critério de pronto por tarefa quando não for óbvio.
Passo 3 — Self-review
Antes de apresentar ao usuário, releia o plano e verifique:
- Cobertura — cada ponto do contexto vira tarefa?
- Placeholders — algum "TBD", "ajustar", "ver depois"? Conserte.
- Consistência — nomes, caminhos e formatos batem entre tarefas?
- Escopo — o plano faz uma coisa só, ou tá tentando resolver vários problemas de uma vez? Se for o segundo caso, proponha dividir.
Conserte inline o que achar.
Passo 4 — Gate duro
Avise que o arquivo foi salvo e peça revisão:
"Plano salvo em
docs/planejar/<arquivo>.md
. Antes de executar, copie o plano e salve localmente — assim você tem backup se o chat cair. Depois, dá uma lida e me fala se quer ajustar algo antes de rodar
."
Nunca chame se o arquivo de plano não foi salvo. Se o usuário pedir pra executar sem salvar, recuse e salve primeiro.
O que NÃO fazer em
- Não exija TDD, testes ou commits — essa skill é genérica, não só pra código.
- Não gerencie git, branches, worktrees.
- Não execute nada ainda.
Fase 3 —
Pré-requisito: existe arquivo de plano em
. Se não existir, recuse:
"Não achei um plano salvo. Rode
primeiro pra gente ter um arquivo com as tarefas."
Modo de execução
Uma tarefa por vez. Para cada tarefa:
- Leia o plano, pegue a próxima tarefa não-marcada ().
- Diga ao usuário qual tarefa vai fazer.
- Execute (escreva o código, redija o texto, monte a lista etc.).
- Mostre o resultado.
- Marque a tarefa como feita no arquivo do plano: troque por .
- Pergunte: "Seguir pra próxima?"
- Espere o OK.
Saída de tarefas não-código
Quando a tarefa gera conteúdo que o usuário vai usar (legendas, e-mails, listas, templates):
- Mostre no chat para o usuário ver na hora.
- Salve também em
docs/executar/<tópico>/outputs.md
, agrupando por tarefa, pra ficar registrado e fácil de copiar depois.
Desvios no meio da execução
Se durante a execução a IA perceber que o plano está errado (ex.: tarefa 3 depende de algo que não existe, premissa caiu, resultado da tarefa anterior mudou o rumo):
- Pare. Não tente ajustar sozinha.
- Reporte o que achou e por quê.
- Pergunte: "Ajusto o plano ou faço um workaround nessa tarefa e sigo?"
- Se o usuário decidir ajustar o plano, volte pra (ou edite o arquivo direto se for ajuste pequeno e o usuário permitir).
Fim da execução
Quando todas as tarefas estiverem
:
- Escreva um resumo curto do que foi entregue (3-6 linhas).
- Liste os caminhos dos arquivos gerados (plano, outputs, artefatos).
- Não sugira próximo passo automaticamente. O usuário decide se quer rodar outro ou parar.
O que NÃO fazer em
- Não pule tarefas.
- Não execute várias de uma vez sem pedir.
- Não edite o plano silenciosamente — desvios sempre viram conversa.
Compatibilidade de plataforma
Esta skill usa instruções genéricas (ler/salvar/editar arquivo) em vez de nomes de ferramentas específicas de uma plataforma. Ela funciona em Claude Code, Copilot CLI e Codex sem adaptação. A IA hospedeira escolhe as ferramentas concretas (
/
/
no Claude Code,
/
/
no Copilot CLI, equivalentes no Codex).
Idioma
Toda interação com o usuário e todos os arquivos gerados em pt-BR. Público-alvo inclui iniciantes sem conhecimento técnico — evite jargão desnecessário.